Diante dos mais belos expostos na sociedade

"How many special people change? How many lives are living strange? Where were you while we were getting high?"





quinta-feira, 3 de novembro de 2011

"With a little help from my friends"


Dizem que não só vivem de amor os homens e sendo assim quanto menos de amizade. Ainda bem que faço parte da ala mundial feminina que realiza, conserva e ama suas amizades. Calma, sem tiros! Não estou julgando os homens e suas diferenças sem precedentes quando são comparados ao nosso jeito carinhoso e cativante, porque ao contrário do que era pra ser, mulheres impõe condições para se estabelecer uma amizade, enquanto homens acolhem e agregam muito mais.

Há passados anos acreditava que permaneceria mandando nas minhas amigas e tendo as mesmas cobaias para sempre. Inocência minha de não pensar que o tempo voa e que um dia eu poderia ser a submissa da história da gangue do senhor Manda Chuva. Percebi então que cultivar amigos é tão difícil quanto acertar na loteria, mas que se o cultivo for amadurecendo assim como as histórias construídas por uma rotina, a colheita será a melhor possível: de ouro ou de latão, mas que ninguém nunca poderá ter o prazer de comprar.

Claro que permanecer com o mesmo ciclo de amizade é uma dádiva que são privilegiados quem a mantém e continua por confiar naqueles que contam-se nos dedos. Pedro Bial mesmo lembra que “amigos vem e vão, mas nunca é bom abrir mão dos poucos e bons.” Mas quem discorda que fazer amigo é demais? Torço para minha lista estar em constante progressão aritmética.

Descobrir então amigos de festas, de jogos e do avesso é sempre bom para saber aproveitar os momentos de glória ou de perigo. Destacam-se nesses casos aquelas amizades “relâmpagos” que surgem do nada e faz-se de tudo no pra sempre que durou. Só que o pouco em longo período de duração de uma relação amigável já satisfaz e inclui a confiança, o respeito e a proteção que dificilmente se encontram em festas regradas a diversão e à ressacas de decepção.

É clichê descrever o porquê do tamanho conforto e da imensa sensação de prazer do quanto as situações acompanhadas de quem faz bem ao final tranqüiliza e causa orgasmos de felicitações. Deste modo, não digo que sou a pessoa mais feliz do mundo com as amizades que eu tenho, mas as culpo por uma porcentagem bem alta por ocupar esta caixinha de recordações de que viver se torna bem mais degustador quando não se está desprotegido.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

0x0=1+1?


“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que poderíamos ganhar, se não fosse o simples medo de arriscar.” Talvez o medo fosse então, dessa maneira, subestimado e a coragem falasse mais alto ao perceber que alguma mudança interna tem surtido efeito ao expresso comportamental. Porém, ter mais essa dúvida que surge no meio de um caminhão de outras, apenas prejudicaria o fato de não saber distinguir as razões e os por quês de tal mudança.
Peguemos como exemplo uma certa situação inusitada como no escurinho de um cinema. De fato o escuro seria uma vantagem para o desenrolar de um esquema relâmpago, mas também as causas para se querer tudo isso falariam mais alto não só no subconsciente, que já tinha sido detonado por meras conseqüências imorais não liberais. Seguindo o raciocínio da cena, batemos a claquete e marquemos como take inicial em um primeiro plano mais que natural. Sem forçar nenhuma barra, o envolvimento acontece da maneira mais doce, carinhosa, pura... Indescritível! O rolar das mãos com uma vontade controlada, o suor e a respiração calma e lenta não tiveram capacidade de acelerar já que tudo parecia totalmente aleatório e abstrato. Até se levar ao susto, no qual a partir do espaçamento mínimo estreitado, o leve toque se uniu, a tensão inicial se desprendeu e voou juntamente com quem mais estava presente ali...no escurinho do cinema.
Uma experiência que antes gerava apenas curiosidade acabava sendo descoberta em um estalar de dedos, quando menos se esperava. Começou sem fazer sentido, entre risos e como uma brincadeira de um fim de noite. Mas mal sabia ou tinha idéia da outra dimensão que isso estava traçado a tomar.
Pode ser exagero constatar isso. Pode ser uma percepção totalmente confusa e consequentemente frustrada praquilo que é novo. E é exatamente por isso que a dúvida toma conta da situação. Sem saber ao certo o que toda essa permutação está significando, antes torceria para que o conversar tornasse tudo isso mais prático e desvendaria o que assim está no ar. Só que à medida que o tabuleiro vai se abrindo, o jogo, proporcionalmente, vai-se afunilando em busca do óbvio. No final, fico então no zero a zero: com medo da traição da certeza e com a coragem reduzida ao arriscar e ganhar.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sem demora e sem vergonha lhe falar...


Comprar salgadinhos acompanhada e a partir de singelos movimentos labiais perceber a pronúncia entre os dentes com um “eu te amo”, não se compara a preço algum ou a qualquer frio mais intenso juizforano. Cena coloquial, mas demonstração nem tanto. Eu, como não sou estéril às necessidades do coração, oscilo levemente e ao final me desmancho como uma lágrima de felicidade ao presenciar, à espera de um ônibus, tal afeição rara.

As véspera de feriado americano e nacionalização do mesmo, me questiono se o Dia dos Namorados não passa de uma carência múltipla dos sexos. A necessidade que as meninas expõem para buscar uma âncora não para se prender, mas sim compartilhar o sentimento que não consegue se erguer sozinho em um único corpo, na verdade acaba se tornando um ponto de equilíbrio com possível imersão. Imersão por não saber em quanto tempo todo aquele teatro amoroso pode durar ou simplesmente por achar que o pra sempre nunca acaba. Que assim o digam: seja eterno enquanto dure.

Seria hipocrisia se eu sustentasse a idéia de que o ato da troca de presentes fosse tão fraco quanto a minha tese da busca implacável de sanar a carência. Atire a primeira pedra ou recorte o papel com a tesoura sem ponta quem não se imagina perdendo a cabeça de paixão, fazendo borbulhas de amor para encantar e passar a noite em claro não só a luz de velas como sem elas também. Insinuação de desejo fácil? Idealização de amor platônico? Mero sarcasmo.

Neste caso lanço assim como um perfume frases interrogatórias que Martha Medeiros não suporta: a inflamável cena da padaria foi apenas mais uma encenação parodiando a facilidade de se dizer “eu te amo”? Teriam conspirações familiares em jogo se espelhando e dificultando como Romeu e Julieta? Ou interesse mútuo de sustentar e acreditar em um amor adolescente? Posso ser frustrada com esquemas amorosos e lembrar que se adorar nunca foi pecado ao contrário de amar por amar o próximo. Porém confesso admirar, querer viver e reviver cada suspiro, cada minuto de ansiedade, cada arpejo das cordas não só vocais se ex(er)icitando, cada troca sincera de olhares, cada vibração nem que seja ela de uma mensagem no celular. E a cada eu te amo de cada dia que nos dai hoje, amém!

terça-feira, 5 de abril de 2011

NY, where the dreams come true

Mesmo sem nunca ter ido à Nova Iorque, posso sentir o ritmo pulsante do meu coração acelerar-se à cada instante em que imagens, vídeos ou músicas relacionadas são colocadas em questão (o filme “Bonequinha de Luxo” e o hit “Empire state of mind” que o digam...). Ispiro-me não só no aspecto de cidade super movimentada e atraída apelativamente aos meus olhos devido à sua beleza tão diversificada sendo clássica e moderna, mas sim observo o seu interior e noto que por trás de Wall Street, a cidade ferve também pela moda e pela necessidade de ser notada. Desde jaquetas tendenciosas do rock’n roll de Sex Pistols e Ramones à nova geração alternativa como MGMT e The Tings Tings, as pessoas são motivadas ao estilo Nova Iorquino de ser e autenticamente se inspiram em tudo que as rondam.
Seguindo a linha de diversificação, a cidade que nunca dorme permanece sempre em mutação e, consequentemente, nunca em uma linha retilínea devido assim aos bairros fortemente influenciadores. Quando temos o exemplo do Upper East Side falamos de algo mais glamuroso e totalmente dominante da classe alta. Aquilo que Manhatan mais oferece, como escândalos relacionando altas ações em jogo acaba enfim tendo um papel fundamental nesta sociedade: fazer com que ela se mostre cada vez mais por cima apesar de por trás estar passando por terríveis crises financeiras. O que importa, neste caso, é como se faz parecer e não como se é. Porém, contrastando com este conceito e passando para o outro lado da ponte, Soho, Chinatown e Brooklin contagiam instintivamente aqueles que habitam e honram morar em lofts. Valorizando o mínimo, mas também querendo o máximo, ou melhor, ser o máximo, as pessoas deixam de lado todo o pudor instaurado e, sem se banalizar, procuram meios aleatórios de se criar. A cada minuto, a cada segundo, modas de todos os tipos são lançadas do jeito mais simples possível como pegar uma toalha de mesa, customizar e acabar por amarrar entre o pescoço. E as ruas captam isso não como uma agressão no seu sentido negativo, mas positivamente no lado construtivo de toda uma questão de personalidade e formação de identidade em uma socidade.
Por isso Nova Iorque é A cidade e denominada como o pólo propulsor da moda progressiva, da moda clássica, da moda contemporânea e todos seus derivados particularmente renovados. As intensas, luminosas e coloridas luzes da Times Square e da Broadway se recriam e se a(S)cendem nos neurônios de quem tem o privilégio e a capacidade de seguir os raciocínios que Nova Iorque proporciona. Fico à espera de então transfigurar e realizar meus sonhos estilísticos.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

We’re invencible!

Antes quisessem os homens estarem ainda apenas superiores ao sexo feminino não só reservadamente, mas pelo que se observa, com o passar gradativo dos anos, relacionando também pessoalmente ou até no âmbito profissional. Tem-se presente no espírito de uma mulher, adjetivos que a elevem e a transformam em seres independentes de quase qualquer necessidade que envolve os machos de plantão em seus planos. Tal evolução se relaciona diretamente com as revoluções pelas quais as mulheres foram submetidas ao passar das décadas como, por exemplo, no campo profissional, não sendo mais ele restrito à quatro paredes de uma cozinha (ou de um quarto), mas sim instigando ao status de mulher independente, com novas ambições e desejos na sociedade.
Se você, mulher, não sabe fazer um Capeletti à 4 queijos ou uma simples lasanha, não se incomode ao pensar que não tem o dom ou que precisa ir à Itália para aprender tal prato culinário (apesar disso ser uma boa desculpa). Você não tem culpa de atualmente preferir ser prática ou até ter um gosto musical menos clássico e mais progressivo ou alternativo. Acuse a Revolução Industrial, acuse até Adolf Hitler, só não tenha a preocupação de se pré-ocupar. Ser livre no ínfimo instante que seja já te proporcionará ser uma mulher completa, inversa ao papel masculino e “adequada” ao novo caminho que as gerações escolheram indiretamente por si seguir.
Ao retratar o poder consumido pela legião feminina, manteiga no seu dicionário serve apenas para se definir emocionalmente fraca e óleo para se lambuzar quando ocorre de não ter a coragem instalada interiormente. E não seja hipócrita pensando antigo e falando que não somente as donas-de-casa fazem o exercício semanal de anotar qual a melhor margarina da seção de frios. Porém, em detrimento disso, empinam o nariz sim se estão empurrando um mero carrinho compacto e dão mole para o sexo oposto ao entrar no estacionamento e fingir não ser forte para carregar uma boba sacola com cervejas para uma “girl night” com as amigas. Mulher ingere essa substância que o passarinho nem ousa picar? Não. Pra ser mais exata algumas entornam, dão vexame, se rebaixam.
Enfim, se alguma mulher que se propôs ler este texto está indignada por saber mentiras sinceras, ou melhor, verdades diretas e concluir que eu sou contra o novo tipo comportamental que todas nós estamos adotando, se engana e irá se contradizer com tudo que mirabolou na cabeça. Como citei anteriormente, somos assim devido a antecedentes criminais e, principalmente, a aquele considerado mal necessário que não apenas nos dão prazer: OS HOMENS! Nossa evolução é rápida e cada vez mais se inverte com os papéis esteriotipados que o sexo masculino exerce. Essa mutação sem prazo para consolidar-se, determina que poderemos mudar nosso conceito de margarina e óleo ou nossos filhOs irão sabê-los ao certo e, literalmente, melhor do que imaginamos. Eles não precisarão converter sua sexualidade para isto, apenas serão frutos de um futuro acarretado por instintos feminis.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Rapte-me e adapte-me? Capte-me!

Certamente a escolha que eu fiz não foi nem um pouco inconsciente. Momentaneamente acho que mantive total consciência intrínseca e a sanidade mental sem relativos requerimentos operacionais ou por qualquer pressão. Felizmente em tal época em que tudo se expande e, consequentemente, se aproxima o fato de conjugar e agregar os membros da tropa acaba instintivamente causando um medo interno sem percepção. Isto apenas não provoca ferimentos como insiste em agredir e construir um caos no qual filosofias em noites calóricas não são permitidas, pois surtem efeitos pretensiosos e maléficos.
Ao escrever “Construção”, Chico Buarque optou por terminar seus períodos com proparoxítonas. Ao ilustrar e estrategicamente escrever a obra “Hamlet”, Shakespeare só não presenteou as personagens com a morte, como também o próprio protagonista. Desculpa àqueles que ainda não tiveram o prazer de apreciar tal clássico. Mas a semelhança entre Chico e Shakespeare, neste caso, está apenas nas escolhas feitas por cada uma dessas celebridades da literatura. Não sou uma, porém, como todo ser, inclusive as baratas após sobreviverem a um temido ataque nuclear, temos nosso livre arbítrio inspirado e aniquilado por terceiros. Difícil acreditar na existência de uma possível “traição” e na inexistência de uma confiança antes sólida. Agora, tudo se torna mais maleável e tranqüilo quanto ao sentido qualificador do desespero. O protesto de esperar as situações esfriarem caiu por terra, já que mais lenha foi-se acrescentada à fornalha que assim volta a ferver e a ser quente.