Certamente a escolha que eu fiz não foi nem um pouco inconsciente. Momentaneamente acho que mantive total consciência intrínseca e a sanidade mental sem relativos requerimentos operacionais ou por qualquer pressão. Felizmente em tal época em que tudo se expande e, consequentemente, se aproxima o fato de conjugar e agregar os membros da tropa acaba instintivamente causando um medo interno sem percepção. Isto apenas não provoca ferimentos como insiste em agredir e construir um caos no qual filosofias em noites calóricas não são permitidas, pois surtem efeitos pretensiosos e maléficos.
Ao escrever “Construção”, Chico Buarque optou por terminar seus períodos com proparoxítonas. Ao ilustrar e estrategicamente escrever a obra “Hamlet”, Shakespeare só não presenteou as personagens com a morte, como também o próprio protagonista. Desculpa àqueles que ainda não tiveram o prazer de apreciar tal clássico. Mas a semelhança entre Chico e Shakespeare, neste caso, está apenas nas escolhas feitas por cada uma dessas celebridades da literatura. Não sou uma, porém, como todo ser, inclusive as baratas após sobreviverem a um temido ataque nuclear, temos nosso livre arbítrio inspirado e aniquilado por terceiros. Difícil acreditar na existência de uma possível “traição” e na inexistência de uma confiança antes sólida. Agora, tudo se torna mais maleável e tranqüilo quanto ao sentido qualificador do desespero. O protesto de esperar as situações esfriarem caiu por terra, já que mais lenha foi-se acrescentada à fornalha que assim volta a ferver e a ser quente.