Mesmo sem nunca ter ido à Nova Iorque, posso sentir o ritmo pulsante do meu coração acelerar-se à cada instante em que imagens, vídeos ou músicas relacionadas são colocadas em questão (o filme “Bonequinha de Luxo” e o hit “Empire state of mind” que o digam...). Ispiro-me não só no aspecto de cidade super movimentada e atraída apelativamente aos meus olhos devido à sua beleza tão diversificada sendo clássica e moderna, mas sim observo o seu interior e noto que por trás de Wall Street, a cidade ferve também pela moda e pela necessidade de ser notada. Desde jaquetas tendenciosas do rock’n roll de Sex Pistols e Ramones à nova geração alternativa como MGMT e The Tings Tings, as pessoas são motivadas ao estilo Nova Iorquino de ser e autenticamente se inspiram em tudo que as rondam.
Seguindo a linha de diversificação, a cidade que nunca dorme permanece sempre em mutação e, consequentemente, nunca em uma linha retilínea devido assim aos bairros fortemente influenciadores. Quando temos o exemplo do Upper East Side falamos de algo mais glamuroso e totalmente dominante da classe alta. Aquilo que Manhatan mais oferece, como escândalos relacionando altas ações em jogo acaba enfim tendo um papel fundamental nesta sociedade: fazer com que ela se mostre cada vez mais por cima apesar de por trás estar passando por terríveis crises financeiras. O que importa, neste caso, é como se faz parecer e não como se é. Porém, contrastando com este conceito e passando para o outro lado da ponte, Soho, Chinatown e Brooklin contagiam instintivamente aqueles que habitam e honram morar em lofts. Valorizando o mínimo, mas também querendo o máximo, ou melhor, ser o máximo, as pessoas deixam de lado todo o pudor instaurado e, sem se banalizar, procuram meios aleatórios de se criar. A cada minuto, a cada segundo, modas de todos os tipos são lançadas do jeito mais simples possível como pegar uma toalha de mesa, customizar e acabar por amarrar entre o pescoço. E as ruas captam isso não como uma agressão no seu sentido negativo, mas positivamente no lado construtivo de toda uma questão de personalidade e formação de identidade em uma socidade.
Por isso Nova Iorque é A cidade e denominada como o pólo propulsor da moda progressiva, da moda clássica, da moda contemporânea e todos seus derivados particularmente renovados. As intensas, luminosas e coloridas luzes da Times Square e da Broadway se recriam e se a(S)cendem nos neurônios de quem tem o privilégio e a capacidade de seguir os raciocínios que Nova Iorque proporciona. Fico à espera de então transfigurar e realizar meus sonhos estilísticos.
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