Diante dos mais belos expostos na sociedade

"How many special people change? How many lives are living strange? Where were you while we were getting high?"





terça-feira, 30 de agosto de 2011

0x0=1+1?


“Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que poderíamos ganhar, se não fosse o simples medo de arriscar.” Talvez o medo fosse então, dessa maneira, subestimado e a coragem falasse mais alto ao perceber que alguma mudança interna tem surtido efeito ao expresso comportamental. Porém, ter mais essa dúvida que surge no meio de um caminhão de outras, apenas prejudicaria o fato de não saber distinguir as razões e os por quês de tal mudança.
Peguemos como exemplo uma certa situação inusitada como no escurinho de um cinema. De fato o escuro seria uma vantagem para o desenrolar de um esquema relâmpago, mas também as causas para se querer tudo isso falariam mais alto não só no subconsciente, que já tinha sido detonado por meras conseqüências imorais não liberais. Seguindo o raciocínio da cena, batemos a claquete e marquemos como take inicial em um primeiro plano mais que natural. Sem forçar nenhuma barra, o envolvimento acontece da maneira mais doce, carinhosa, pura... Indescritível! O rolar das mãos com uma vontade controlada, o suor e a respiração calma e lenta não tiveram capacidade de acelerar já que tudo parecia totalmente aleatório e abstrato. Até se levar ao susto, no qual a partir do espaçamento mínimo estreitado, o leve toque se uniu, a tensão inicial se desprendeu e voou juntamente com quem mais estava presente ali...no escurinho do cinema.
Uma experiência que antes gerava apenas curiosidade acabava sendo descoberta em um estalar de dedos, quando menos se esperava. Começou sem fazer sentido, entre risos e como uma brincadeira de um fim de noite. Mas mal sabia ou tinha idéia da outra dimensão que isso estava traçado a tomar.
Pode ser exagero constatar isso. Pode ser uma percepção totalmente confusa e consequentemente frustrada praquilo que é novo. E é exatamente por isso que a dúvida toma conta da situação. Sem saber ao certo o que toda essa permutação está significando, antes torceria para que o conversar tornasse tudo isso mais prático e desvendaria o que assim está no ar. Só que à medida que o tabuleiro vai se abrindo, o jogo, proporcionalmente, vai-se afunilando em busca do óbvio. No final, fico então no zero a zero: com medo da traição da certeza e com a coragem reduzida ao arriscar e ganhar.

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