Por mais que ousem criticar Cazuza diante de sua rebeldia relacionada à questão econômico-social em que nasceu, não há o que discutir sobre seu poder de domínio das palavras para compor canções que marcaram época de adolescentes na década de 80 e marcam até hoje, vinte anos após sua morte. Das mais melódicas e melancólicas, solitárias não conseguiam ser as frases que estruturavam os versos líricos do poeta que será eterno. As metáforas feitas sem arrependimentos e com amor totalmente explícito, os embalos demonstrados a partir de um leve violão ao fundo ou de um aguçado rock progressivo, às vezes se contradiziam com quem era o próprio Cazuza ou até mesmo a situação pela qual o país passava no momento em que se concentravam essas músicas podendo ser consideradas alienantes para alguns pensadores. Um apaixonado confesso pela vida, Cazuza se sentia mínimo e imprestável se colocado em algumas situações, como foi o caso de sua doença. Mas quando falamos e voltamos à questão política, um revolucionário surgia dentro daquele corpo frágil e sensível.
O poeta sempre estará vivo para aqueles, que como eu, admiro sua capacidade intelectual de querer revolucionar uma geração e até sua doidera arregalada em um dos melhores anos (80) que qualquer um pode ter querido presenciar.
Ow gêmea, não sabia dos seus gostos musicais! Adorei!
ResponderExcluirque lindo,nanda!
ResponderExcluirgrande cajuuuuu
ResponderExcluirperfeito o seu texto. em todos os sentidos!
ResponderExcluiro poeta está vivo. super bom!
ResponderExcluirdisse tudo MF ;D
ResponderExcluirdisse td mesmo! amei seu texto.
ResponderExcluirVocê me fez voltar à adolescência. Cazuza, admirado, idolatrado. Lindo texto! Beijos, mãe.
ResponderExcluiraté que enfim um texto para salvar o bloguinho !
ResponderExcluircazuza imortal !